segunda-feira, 18 de novembro de 2013
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Hoje eu comecei uma oração, mas não a terminei por completo. Minha irmã entrou em nosso quarto, avisou-me que iria ler um pouco e depois dormir. Apesar dela saber todos os meus atuais pensamentos preferi silenciar. Oração se faz só, eu precisava de intimidade e ela acabou no momento em que minha irmã bateu à porta.
Estava tentando falar diferente com Deus, queria lhe pedir algo especial, mas explicar o real sentido do meu pedido. Se ele inventar de realizar mesmo não vai poder dizer depois que era exatamente isso que meu coração queria, meu o real desejo que é outro. Minha razão pede algo que minha alma e meu coração dizem a todo instante que não querem, apenas compreendem o meu pedido, mas não o querem. Alma e coração se entendem e parecem não sentir medo do tempo, tempo este que se meu pedido realizar será ainda mais longo. Eu não quero meu pedido, eu quero outra coisa, mas meu pedido parece ser o mais sensato para o momento.
Me perguntei se ele estaria lá, faz tanto tempo que parece não me ouvir. Silêncios. Me pergunto se ele tem mesmo um plano. Silêncios machucam, e mais ainda em mim. Sou dessas que prefiro pancadas ao desprezo. Prefiro o sangrar ao nada sentir. Enfim, se ele não estivesse ao meu lado alguém poderia estar, dizem que os céus se aproximam quando a gente chama. Acho que por isso queria explicar, medo dele não estar lá e se alguém fosse dizer a ele o que eu queria, tinha que saber explicar também. De nada sei, estou apenas divagando em ilusões. No momento em que comecei minha oração haviam dois pedidos pulsando em meu ser, um de âmbito racional e outro emocional.
A algum tempo venho sentindo que a vida pede um pouco mais de mim. Sinto como se existisse um rio dentro de mim, meu corpo é apenas o leito. Águas passam. E agora elas correm com a força de uma correnteza veloz que tem capacidade de modificar o leito por onde percorrem. E isso está acontecendo, sou outra. A mudança não me incomoda, o que me incomoda é que essas águas parecem seguir um curso em círculos, caminhos aleatórios dentro de mim mesma. Não tem um único sentido. Nada corre para um mar. Não sei de quase nada, não entendo, estou perdida, estou confusa, estou com medo, mas de uma coisa sei, existe algo mais.
É como se tivéssemos um outro passado, outro presente e outro futuro fora do relógio atual que fomos acostumados a seguir. Um tempo marcado de forma diferente. Longo, mas apagado da memória dos que aqui voltam. Me sinto como se, em alguma ocasião, eu estive no roteiro de "Eternal Sunshine of the Spotless Mind" no momento em que Joel Barish começa a se arrepender da escolha de apagar lembranças e tenta desesperadamente preservar algo em sua memória para que daquele ponto ele possa ter um gancho e tentar recomeçar uma nova história com Clementine. É como se existe, em algum outro plano, aquela máquina do filme. E é como se eu tivesse preservado pequenos detalhes seus para que eu pudesse me apegar e conseguir segurar suas mãos uma vez mais aqui. Como se eu precisasse de você para caminhar segura e cumprir minha missão, mas aparentemente só eu fiz isso. E isso é triste.
Na minha mente o passado parece ser muito mais longo. O presente deixou de ser só o momento e passou a ser todo esse tempo em que aqui estou vivendo. E o futuro algo que será vivido fora dessa realidade. O estranho e incomum se instalaram nos meus dias e parecem não finalizar o seu papel. Me sinto incompleta e o que mas me assusta é saber que poderei continuar assim toda essa vida.
Nada parece renascer em você. Eu te admiro enquanto você dorme. E quando eu durmo você está em meus sonhos.
Hoje iria pedir a Deus para eu te esquecer, para essas sensações pararem, que essa minha busca por ti cesse. Minha razão pede isso em contraste com o que minha alma e coração necessitam. A única coisa que posso me segurar para acreditar que poderia acontecer da gente se conhecer, ocorrem apenas como pequenos instantes de certezas impossíveis que me invadem discretamente. Hora acho que conseguirei, hora recebo banhos de água fria. Isso é ruim. Essa procura sem reciprocidade me tem feito ficar mais angustiada. A angústia do não saber dói. Não deve ser assim.
Se preservei algo que não podia, talvez até desobedecendo a ordem natural dos acontecimentos, talvez seja preferível esquecer. Não é o que eu quero. Eu queria mesmo era que você lembrasse de mim como eu me lembro de você. Queria que você tivesse resgatado algo meu, mas aparentemente só eu fiz isso.
O que seria uma oração íntima acabou ficando exposto aqui ao extremo. Não sei porque, apenas escrevi, preciso colocar para fora, se Deus não estiver ao meu lado para escutar, talvez assim chegue lá. Escrevi para registrar aqui e ficar provado que minha alma e coração não querem te esquecer. Ainda que venha a acontecer.
Só queria me aproximar, poder entender, te conhecer, ter certeza que não é um mero estranho qualquer, criar laços. Queria o mínimo, mas nem isso estou conseguindo.
Só queria me aproximar, poder entender, te conhecer, ter certeza que não é um mero estranho qualquer, criar laços. Queria o mínimo, mas nem isso estou conseguindo.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
...quase...
Se me permitem, usando as palavras da irmã.
"Os ‘quase’ da vida (22.08.09)
Eu sempre fui uma pessoa de muitas esperanças. Acreditava no futuro, no amor, nas pessoas, em duendes, em mim mesma. Mas os ‘quase’ da vida me impedem de continuar assim. Quase conquistar o amor não mata a solidão. Quase conseguir um emprego não te torna uma pessoa necessariamente bem-sucedida. Quase passar numa prova importante só te deixa frustrado. Quase ver alguém não mata a saudade. Quase comer não mata a fome. Quase ganhar dinheiro não paga as dívidas. Quase saber não acaba as dúvidas. E isso nos convence que certas situações e vontades não estão em nossas mãos. Ou dão aquela sensação amarga de poder ter tentado mais. Mesmo que tenhamos ido ao nosso limite. Tentado feito loucos. Os ‘quase’ da vida são insuportáveis. Por causa deles, passei a viver hoping for the best, but expecting the worst. Sei que estes ‘quase’ da vida nos tornam mais fortes, mas por culpa deles eu sou apenas quase feliz."
Nada mais.
¬¬
domingo, 3 de novembro de 2013
Cenas
Dos amores passados e das cenas que até hoje marcam na memória:
- De um lembro dele de pé, em frente ao orelhão segurando o telefone na mão, com aquela cara de quem não acreditava no que falei, mas sorrindo, feliz por ter escutado tais palavras. Enquanto eu? Falei e saí andando para não ter que lidar a situação e nem prolongar o assunto. Fugi e enquanto fugia, cruzando o terraço da piscina do colégio rumo a saída, me perguntava como tive coragem de dizer tais palavras. Eu olhava para trás de vez em quando e sorria para ele, nossos olhares cruzavam, já se queriam e nossos sorrisos confirmavam o que viria a acontecer dias depois.
- Desse mesmo lembro do nosso primeiro beijo, não lembro mais o gosto e nem a sensação, mas lembro da cena, dos detalhes, dos sorrisos, olhares e carinhos. Lembro que naquele momento, foi um dos instantes da minha vida que me senti no lugar mais seguro do mundo.
- Deste ainda me lembro do dia que ele passou de surpresa em minha casa, depois de um termino que durou quase um ano, pediu que eu o acompanhasse e disse que precisava muito conversar. Me pediu perdão e mais uma chance. Lembro do local que estávamos, seu olhar e a sensação de alívio que senti no dia, depois de um ano esperando esse momento. Em vão, naquela hora eu não sabia, mas nada mais seria igual. Havíamos nos perdido.
- Ainda dele, não lembro da nossa primeira briga e nem de muitas outras que tivemos, mas lembro daquela vez em que desci da aula depois que brigamos. Ele me esperava sentado nas arquibancadas cabisbaixo para dizer que me amava e não poderia mais viver sem mim. Também me lembro claramente de uma outra briga, que em minha memória parece ser a última que tivemos, foi a que eu tive certeza que não dava mais. Me rendeu um trauma que carreguei durante muito tempo apesar dele praticamente ter ajoelhado aos meus pés pedindo desculpas pelo que havia feito.
- De um outro lembro que de pé na escada da faculdade tinha aquele olhar de muito perto, me olhando com ar de veneração. Lembro-me do quanto me senti incomodada e invadida.
- Do próximo o que mais lembro e claramente foi do dia em que me senti amada ao seu lado pela primeira vez. Ele me olhava de perto sereno e silencioso para cada detalhe do meu rosto, e terminou sua análise com um beijo na testa. Aquilo me fez sentir segura ao seu lado pela primeira vez.
- Desse ainda me lembro também da decisão do fim definitivo. Ambos ao lado um do outro, no jardim da minha casa, encostados em seu carro. Eu olhando para o nada e ele me olhando, tentava me convencer a tentar mais uma vez e eu só conseguia pensar que precisava viver algo novo. Seu sorriso e suas palavras foram em vão, nada me convenceu. Parti.
- De mais um lembro do banho de rio que tomamos juntos. Água gelada, vento calmo, raios de sol iluminando as águas, abraços, beijos e cuidado. Desse não guardo lembranças ruins, elas não existiram.
- De outro lembro-me do nosso primeiro encontro na rodoviária, do abraço sem jeito, dele dançando uma mistura de salsa e forró para mim no quarto do hotel e do beijo na beira da praia sob os fogos da virada de um ano. Lembro-me do quanto me entreguei e da despedida fria e sem olhares. Recordo-me chorando em frente o computador depois das palavras duras, ditas de forma direta e sem cuidado. Anos depois ainda nos reencontramos, nele havia preservado um desejo abafado e uma vontade de recomeçar algo e em mim não restava nada mais. Palavras duras marcam.
- O próximo fora meu maior pesadelo, por quem mais chorei, por quem mais sofri, me sentia destruída e cada vez mais a cada dia. Ele me mudou. A necessidade da convivência só tornava as coisas piores. Dele me recordo de algumas conversas que tivemos e do seu ar de se achar um homem maduro, ele se achava dono da verdade. Ele não era nada maduro, era tão jovem, mas muita coisa de mim ele realmente sabia. Sei que tivemos, mas deste não me recordo de nenhuma lembrança boa ao seu lado. Seu cheiro ainda me deu calafrios e me atormentou pelas ruas da cidade durante um bom tempo...
- Entre ele e o próximo, tive alguns casos sem muita relevância. Onde tenho lembranças de beijos na beira da praia a luz do luar, na plateia do teatro após as luzes apagarem, no meio da rua, na sacada de um restaurante de beira de rio...
- O próximo me rendeu sorrisos, lágrimas, dúvidas, maturidade, mágoas, comédia, risadas, choros, amor, perdão, raivas, alegrias, cenas de ciúmes... Acho que dele é de quem guardo mais lembranças. Reencontros e despedidas em aeroportos e rodoviárias de 4 estados diferentes. Vida de geólogos. Não lembro do nosso primeiro beijo e nem porque exatamente começamos a namorar. Eu queria um namorado e ele queria diversão, mas ainda assim tentou namorar. Coitado, até que se esforçou, tentou mas aquilo não era para ele naquele momento. Me traiu e por muito pouco não fora também traído, inevitável. Dele lembro de cada reencontro, de fazer café a noite enquanto ele estudava, das crises de ciúmes que eu tinha, da paciência dele quanto a isso, de colocar meu pé frio na sua barriga embaixo dos lençóis, de irmos ao supermercado juntos, dele fazendo aquela posição de quem está meditando quando eu o irritava muito, de acordar ao seu lado, das risadas que dávamos juntos, das vezes que ele me levou café da manhã na cama, dele segurando minha mão pela primeira vez no meio da rua, e totalmente sem jeito ele dizia: "Aninha, nunca fiz isso por ninguém. Não estou acostumado a isso. Sou doidão."... Ele olhava para os lados como se alguém pudesse reconhece-lo 'pagando aquele mico' de andar de mãos dadas. São tantas lembranças, mas quando penso nele o que mais me recordo é de estar sentada na cama olhando o céu da capital federal durante as madrugadas em que estávamos juntos e me perguntando o que eu ainda estava fazendo ali. Jamais teríamos futuro.
- Mais alguns casos sem muita relevância e quase nenhuma lembrança, até chegar no carinha do olhinho apertado e sorriso desconfiado. Muito mais novo que eu. Ele também me rendeu várias lembranças, lembranças estas já diversas vezes listadas aqui mesmo neste blog. Este me amou, a gente sabe quando é amada, mas ele nunca conseguiu assumir, acho que não o fez nem para ele mesmo. As vezes parecia triste ao meu lado, pensativo demais e só vim entender o porque quando uma distância maior que 2000 quilômetros nos separava. Era o que eu desconfiava. Ele ainda era só aquela criança que morria de medo de ser abandonado. Não vou falar de lembranças ruins. Das boas as que mais guardo é dele dormindo ao meu lado, dele me olhando e colocando meu rosto em seu ombro, do seu coração batendo forte, da gente na cama fazendo carinho nos pés um do outro enquanto assistíamos a novela que ele gostava, dele me fazendo cócegas até eu rir extremamente alto, da expressão no rosto dele quando soube que eu iria embora, a feição era triste e assustada mas a sensação em mim foi reconfortante. Esperança de que tivesse coragem de lutar por mim. Fui embora sem me despedir dele, brigamos, ele não acreditou que eu realmente iria ou acreditou e fugiu, não sei, odiava despedidas, seria abandonado uma vez mais. A vida me fez voltar lá mais uma vez, algo tinha ficado inacabado e então ficou guardado em mim a minha melhor lembrança, a nossa despedida.
De tudo que aconteceu algo permaneceu, fora criado pelo primeiro citado: "Feche sua mão sempre que quiser segurar a minha, toda noite antes de dormir, feche sua mão e a minha estará lá segurando a sua.".
A cada fim, a cada dor, a cada saudade, a cada desilusão, a cada solidão, eu fechava as mãos sonhando que alguma delas estivesse lá para segurar a minha. O que mais ficou de tudo é que até hoje eu fecho as mãos involuntariamente quando me sinto muito só, mas sei e com a maior das convicções que posso ter que não busco mais as mãos de nenhum deles. Ainda não sei quem segurará minha mão para nunca mais soltar.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Naquela noite, deitada em sua cama, a mulher imaginava tudo que tinha acontecido na sua vida até aquele exato momento. Como chegou até ali? O que havia feito de errado? Por que seus sonhos não haviam realizado? Pensava em todos os "quases" que faziam parte das histórias dela. Indagava a vida, silenciosa e olhando pro nada, com uma certa pontinha de amargura e com uma esperança que alguém escutasse suas perguntas e se comovesse em respondê-las.
A irmã mais nova tentava dormir na cama ao lado. Era sua cúmplice. Sabia como a mulher se sentia, o que estava pensando e em quem estava pensando. A irmã mais nova de tudo sabia, mas em silêncio a deixou com ela mesma. Naquela noite era melhor assim.
A mulher lembrou-se de quando tinha 15 anos. Nossa! Pensou que se aquela garotinha de 15 anos pudesse viajar para o futuro ela não sentiria orgulho algum da mulher. Muito pelo contrário.
Levantou-se e foi ao banheiro, ao lavar o rosto permaneceu um tempo se olhando no espelho e percebeu a presença da menina. Estavam juntas. Eram uma só. Percebeu que a menina nunca havia deixado de acompanhá-la. Ela a olhava pelo espelho com um semblante triste. Não a julgava. A menina entendia perfeitamente a mulher, tinha compaixão de sua dor, a sentia junto com ela. Seu maior pesadelo era aquele, o absoluto contrário de seus maiores sonhos. Uma mulher aos 32 anos, morando com os pais, solteira, sem filhos e sozinha.
Voltou para a cama com a menina na cabeça. Ela parecia não ter mais nada dela, mas tinha, tinha ainda todos os sonhos. Os sonhos permaneciam intactos. Talvez isso a salve algum dia. Comparou-se com a menina. Assustou-se, na época se sentia tão frágil e agora acha que ela era muito mais forte que hoje.
Na cama ela sentia falta dos adesivos de estrelas brilhantes colados no teto de seu quarto que a menina colocou. Foi esse seu ponto fixo que lhe dava segurança até por volta de seus 25 anos. Quando colocou tinha poucos adesivos, resolveu colocá-los juntinhos. A noite parecia um buraco no teto do quarto, assim tinha um céu particular. Nas noites de solidão e angústias ou nas noites de felicidade plena ela ficava ali admirando seu céu até adormecer. Só de pensar em perder seu céu particular, recusava-se veemente pintar novamente o teto do quarto. Um dia não teve mais jeito. O céu se foi. A cama parecia ainda mais vazia.
Naquela noite, mais que tudo que ela sonhava, ela só queria aquele céu de volta por alguns instantes, precisava dele.
Pensou no carinha dos olhos apertados, sorriso um pouco desconfiado, abraço acolhedor e beijo perfeito. Sentia saudade dele, mas tinham distâncias maiores que os 2000 quilômetros que os separavam fisicamente e suas diferenças eram gritantes. Ele era muito mais novo e um completo imaturo. Ela, apesar de seus fracassos, já era uma mulher madura e não tinha mais paciência para infantilidades e joguinhos. Deu um suspiro e virou a cabeça para um lado e outro.
Olhou novamente para o vazio no teto em seu quarto. E acordando a irmã já sonolenta ao seu lado, compartilhou o que sentiu de relance naquele instante. Ele seria apenas um elo. A irmã sorriu e voltou a dormir. A mulher enfim conseguiu diminuir aquele seu momento de angústia e foi dormir um pouco mais confiante.
Sabe-se lá do futuro. Talvez tudo tenha sido necessário.
Sabe-se lá do futuro. Talvez tudo tenha sido necessário.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Um fato sobre mim:
Eu nunca fico estranha e nem me afasto das pessoas do nada. Se eu mudar, pode até apostar, tive um bom motivo pra isso, um não, vários. Porque eu também nunca faço isso por um único motivo. É do meu feitio passar por cima de chateações, perdoar erros, recomeçar, refazer, estreitar relações mesmo que estas relações sejam difíceis, eu ainda assim tento. Também não sou dessas de dizer: "Olha fulano (a) você tá vacilando comigo", "Olha isso não é legal",... então se eu chegar a fazer isso é porque me importo muito, mas muito mesmo com você. Passo por cima até onde dá. Isso de se afastar do nada e por nada com toda certeza não faz parte do meu jeito. Portanto, se eu mudei ou me afastei é porque algumaS bobagenS você fez e estourou meu limite.
Fica a dica pra quem interessa.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Não sou dessas de falar assim de mim diretamente para alguém, me salvo aqui, no meu espaço, onde sei que quase ninguém vem aqui. Mas ele consegue isso de mim, falo da minha vida sem nem ao menos ele pedir ou saber se quer. Por vezes penso incomodá-lo.
Ando me revirando por dentro. Essa é a sensação contínua. Minha alma parece me cobrar a todo instante um pouco mais de mim mesma. Como se eu estivesse ultrapassado o limite da comodidade, como se minha alma fosse uma pessoa sedentária e estivesse precisando com urgência de exercícios para manter-se saudável.
Tento entender um pouco melhor a ligação que ele parece ter com isso. Tento me aproximar mas não consigo de fato. Vejo suas fotografias e acho que já o conheço a tanto tempo. Ele tem algumas poucas feições semelhantes as de alguém que já convivi meses atrás, são as mesmas que me chamaram atenção pela primeira vez. Mas são feições que se perdem dentro do seu olhar e parecem nem pertencerem a ele mesmo.
Eu acredito gostar dele de um jeito especial, acredito no desejo e no querer que sinto, mas no fundo não sei nem mesmo o que realmente sinto. Me sinto extremamente confusa, porém, invadida discretamente por alguns instantes de certezas impossíveis. Isso é ruim.
De uma coisa tenho certeza, algo meu ele leva, eu o reconheço.
De uma coisa tenho certeza, algo meu ele leva, eu o reconheço.
Ele me intriga e me instiga sem a mínima intenção de fazê-lo. Alias ele nem sequer sabe o quanto faz, ele está ali, já sei que ele existe e isso basta para que eu me sinta dessa maneira.
Eu sempre tive essa tendência fantasiosa para o improvável. Tento fugir dela, me sinto uma boba, sempre fui, mas nunca antes me senti assim de maneira tão exagerada. Tento manter meus pensamentos em ordem, mas fico dando voltas e voltas dentro de mim.
Quando desisto de me aproximar e resolvo deixar 'para lá', acabo sonhando com ele de novo.
Não é mais questão de me sentir gostando dele ou de cogitar se tenho alguma chance ou não. Não é nada disso, é só uma necessidade inexplicável de compartilhar o que sou e descobrir o que ele é.
Mas não consigo, não tenho espaço, eu não consigo.
domingo, 13 de outubro de 2013
Você de repente me escreve dizendo que sente saudade e essa frase já não mexe comigo da mesma forma. Antes, passei horas com aquela sensação inexplicável, como se o mundo estivesse movimentando estrategicamente para me retirar ou me oferecer algo. A sensação se dissipou um pouco no momento em que meu celular fez o som e vi sua mensagem. Li de relance, não tenho mais tanta pressa, era tarde e eu sabia que não responderia de prontidão.
Penso um pouco no que li rapidamente, lembro nossa história, sinto um pouco e analiso acontecimentos e possibilidades. Algo ainda sobrevive, sei disso, mas não acredito que ainda funcione e penso que, mesmo que vingue, ainda assim, prefiro viver no meu agora, prefiro estar aqui.
Não sei ao certo se estou certa ou errada. Não sei se não me jogo por medo do teu descomprometimento ou se por falta de vontade mesmo. Nesse momento só me passa na cabeça uma frase já conhecida que diz "...o esforço pra lembrar é a vontade esquecer...".
Será? Não sei, mas de uma coisa tenho certeza. Te repondo mais por medo de estar errada, mais pelo medo das perguntas que podem vir futuramente na minha cabeça trazendo-me uma culpa de que poderia ter feito um pouco mais do que pela vontade em si que sinto de ti e da gente.
Enfim, te respondo, digo que também sinto saudade, destaco a palavra sempre. Não minto. Sinto realmente saudade. Mas não te quero mais. Só sinto saudade, uma lembrança, um carinho, uma história, algo que está no meu passado e talvez seja exatamente esse o seu lugar.
sábado, 12 de outubro de 2013
Eu sei que isso é "besteira", mas como já disse adoro responder essas coisas.
Acho que diz muito sobre quem responde.
O primeiro que tem nesse blog fiz porque a Carlinha me pediu pra fazer e este de agora fiz pra perceber o quanto eu mudei nesses anos...
Eu quero: descobrir qual é o meu caminho, entender as sensações estranhas que de vez em quando sinto, eu quero ser feliz e ter paz independente do que esteja acontecendo ao meu redor.
Eu tenho: muitos sonhos, frustrações, medos, muita ansiedade... guardados.
Eu gostaria de ter: um pouco mais de ousadia.
Eu gostaria de não ter: tantas mágoas, medos e essa ansiedade.
Eu acho: continuo achando que deveria achar menos e viver mais.
Eu odeio: ser ignorada, desprezada, quando gritam comigo ou desligam um telefone na minha cara.
Eu sinto saudades: da minha infância, também sinto saudade da sensação de ter certeza que encontrei o verdadeiro amor.
Eu faço: o que quero, o que é possível e o que está ao meu alcance.
Eu fiz e não faria de novo: tantas coisas.
Eu fazia e deixei de fazer: nada me vem a cabeça... só coisas que eu queria muito deixar de fazer.
Eu escuto: diversos estilos musicais.
Eu imploro: para entender qual é minha missão e sabendo ter força, coragem e entendimento suficiente para saber como realizar.
Eu me pergunto: sobre minha vida, sobre meu futuro, sobre meu passado... o tempo todo.
Eu me arrependo: ai, ai de tanta coisa, mas de tanta coisa mesmo... agora mais ainda.
Eu amo: minha família.
Eu sinto dor: quando eu penso demais no passado ou na vida, quando vejo a maldade das pessoas, quando eu não entendo o que está acontecendo comigo.
Eu sinto falta: de andar de bicicleta em Mauriti, da minha infância.
Eu sempre: tento levantar mais uma vez.
Eu não fico: sem viajar em meus pensamentos, não fico sem imaginar diversas situações em minha vida... minha cabeça não para um minuto.
Eu acredito: que alguém guarda em algum lugar tudo que fazem com a gente... e que na hora certa tudo é devolvido na mesma medida.... também continuo acreditando nas coisas que acontecem longe do nosso conhecimento.
Eu danço: ballet... estou aprendendo. Mas pra divertir acho vale dançar de tudo.
Eu canto: músicas que me trazem sensações... canto no meu quarto e não estou nem aí para minha voz desafinada.
Eu choro: com facilidade e muitas vezes, eu choro cada vez que lembro de algumas coisas e principalmente porque não posso fazer nada.
Eu falho: demais, sou humana.... mas nunca em minha vida falhei de forma desonesta com os outros, minhas falhas sempre afetaram mais a mim mesma que o próximo.
Eu luto: pelo o que eu quero, pra aceitar algumas coisas e pra acreditar que Deus está do meu lado nos meus momentos mais difíceis. (continuo lutando pelas mesmas coisas)
Eu escrevo: pra me expressar, pra colocar pra fora o que sinto, pra ajudar a mim mesma... não escrevo bem e escrevo um monte de bobagens, mas essa sou eu.
Eu ganho: quando eu consigo ter força, boa vontade, paz e paciência pra levar algumas coisas adiante.
Eu perco: quando eu acho que tudo tem que ser do meu jeito e não consigo aceitar de outro.
Eu estou: me sentindo confusa sobre diversos assuntos internos.
Eu sou: sou boba, continuo sendo chata do mesmo jeito, mas além disso sou sensível demais, sonhadora, intuitiva e esperançosa.
Eu fico feliz: tanta coisa simples me faz feliz, mas ultimamente essas coisas simples tem me faltado.
Eu preciso: me encontrar.
Eu deveria: ser um pouquinho mais paciente e bem menos ansiosa.
Acho que diz muito sobre quem responde.
O primeiro que tem nesse blog fiz porque a Carlinha me pediu pra fazer e este de agora fiz pra perceber o quanto eu mudei nesses anos...
Eu quero: descobrir qual é o meu caminho, entender as sensações estranhas que de vez em quando sinto, eu quero ser feliz e ter paz independente do que esteja acontecendo ao meu redor.
Eu tenho: muitos sonhos, frustrações, medos, muita ansiedade... guardados.
Eu gostaria de ter: um pouco mais de ousadia.
Eu gostaria de não ter: tantas mágoas, medos e essa ansiedade.
Eu acho: continuo achando que deveria achar menos e viver mais.
Eu odeio: ser ignorada, desprezada, quando gritam comigo ou desligam um telefone na minha cara.
Eu sinto saudades: da minha infância, também sinto saudade da sensação de ter certeza que encontrei o verdadeiro amor.
Eu faço: o que quero, o que é possível e o que está ao meu alcance.
Eu fiz e não faria de novo: tantas coisas.
Eu fazia e deixei de fazer: nada me vem a cabeça... só coisas que eu queria muito deixar de fazer.
Eu escuto: diversos estilos musicais.
Eu imploro: para entender qual é minha missão e sabendo ter força, coragem e entendimento suficiente para saber como realizar.
Eu me pergunto: sobre minha vida, sobre meu futuro, sobre meu passado... o tempo todo.
Eu me arrependo: ai, ai de tanta coisa, mas de tanta coisa mesmo... agora mais ainda.
Eu amo: minha família.
Eu sinto dor: quando eu penso demais no passado ou na vida, quando vejo a maldade das pessoas, quando eu não entendo o que está acontecendo comigo.
Eu sinto falta: de andar de bicicleta em Mauriti, da minha infância.
Eu sempre: tento levantar mais uma vez.
Eu não fico: sem viajar em meus pensamentos, não fico sem imaginar diversas situações em minha vida... minha cabeça não para um minuto.
Eu acredito: que alguém guarda em algum lugar tudo que fazem com a gente... e que na hora certa tudo é devolvido na mesma medida.... também continuo acreditando nas coisas que acontecem longe do nosso conhecimento.
Eu danço: ballet... estou aprendendo. Mas pra divertir acho vale dançar de tudo.
Eu canto: músicas que me trazem sensações... canto no meu quarto e não estou nem aí para minha voz desafinada.
Eu choro: com facilidade e muitas vezes, eu choro cada vez que lembro de algumas coisas e principalmente porque não posso fazer nada.
Eu falho: demais, sou humana.... mas nunca em minha vida falhei de forma desonesta com os outros, minhas falhas sempre afetaram mais a mim mesma que o próximo.
Eu luto: pelo o que eu quero, pra aceitar algumas coisas e pra acreditar que Deus está do meu lado nos meus momentos mais difíceis. (continuo lutando pelas mesmas coisas)
Eu escrevo: pra me expressar, pra colocar pra fora o que sinto, pra ajudar a mim mesma... não escrevo bem e escrevo um monte de bobagens, mas essa sou eu.
Eu ganho: quando eu consigo ter força, boa vontade, paz e paciência pra levar algumas coisas adiante.
Eu perco: quando eu acho que tudo tem que ser do meu jeito e não consigo aceitar de outro.
Eu estou: me sentindo confusa sobre diversos assuntos internos.
Eu sou: sou boba, continuo sendo chata do mesmo jeito, mas além disso sou sensível demais, sonhadora, intuitiva e esperançosa.
Eu fico feliz: tanta coisa simples me faz feliz, mas ultimamente essas coisas simples tem me faltado.
Eu preciso: me encontrar.
Eu deveria: ser um pouquinho mais paciente e bem menos ansiosa.
domingo, 6 de outubro de 2013
Parece que eu já te conheço a tanto tempo e na verdade eu sequer te conheço.
Sensações, imaginação, sonhos, impressões, histórias viajam pelos meus pensamentos.
Tudo isso se dissipa na existência de um nada.
E o nada existe? Existe.
Eu tenho pressa, mas todo o resto parece não ter.
Luto por algo que somente minha alma diz ser alcançável.
Não consigo, mas estranhamente não desisto.
Mesmo de tão longe você inquieta o meu íntimo de uma forma estranha, porém, gostosa.
Sou curiosa, sempre fui, é meu defeito.
É algo dentro de mim que já não tem o mesmo ritmo, é o frio na barriga como se minha alma revirasse dentro de mim, é um sorriso espontâneo só de imaginar algo com você e uma melancolia estranha só de saber que posso não te conhecer nunca.
Inexplicável, inaceitável, ilusório, incompreensível, mas estranhamente sinto como totalmente possível para o meu ser, para o meu íntimo, para minha alma.
Porque me sinto assim?
Quando vou saber?
Eu tenho pressa, mas todo o resto parece não ter.
Sensações, imaginação, sonhos, impressões, histórias viajam pelos meus pensamentos.
Tudo isso se dissipa na existência de um nada.
E o nada existe? Existe.
Eu tenho pressa, mas todo o resto parece não ter.
Luto por algo que somente minha alma diz ser alcançável.
Não consigo, mas estranhamente não desisto.
Mesmo de tão longe você inquieta o meu íntimo de uma forma estranha, porém, gostosa.
Sou curiosa, sempre fui, é meu defeito.
É algo dentro de mim que já não tem o mesmo ritmo, é o frio na barriga como se minha alma revirasse dentro de mim, é um sorriso espontâneo só de imaginar algo com você e uma melancolia estranha só de saber que posso não te conhecer nunca.
Inexplicável, inaceitável, ilusório, incompreensível, mas estranhamente sinto como totalmente possível para o meu ser, para o meu íntimo, para minha alma.
Porque me sinto assim?
Quando vou saber?
Eu tenho pressa, mas todo o resto parece não ter.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Somos aquilo que falamos, vivemos e fazemos.
Mas também somos aquilo que calamos, guardamos e abafamos dentro da gente. Aquilo que fica contido num olhar, num gesto, numa esperança, num sonho, tudo aquilo que imaginamos e não vivenciamos.
Somos um pouco de cada sentimento que colocamos para fora, mas somos muito mais cada sentimento guardado dentro da gente, muito mais tudo aquilo que fica contido do que o que foi exibido.
Eu acredito nisso.
O que fica guardado em nós nos move por dentro, nos muda, nos molda e nos determina. Sentimentos, sejam eles bons ou ruins, movem-se dentro de cada parte do nosso corpo, às vezes trazem paz, outras angústia, às vezes aperta ou é vazio e são todas essas sensações pulsando dentro da gente que vão criando pensamentos, opiniões e nos definindo.
Somos feitos em grande parte de tudo que ficou contido, e o que não somos ainda seremos, porque somos principalmente uma eterna mudança.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Tenho dó das pessoas que separam os termos romantismo e realidade, como se não houvesse a possibilidade alguma dos dois caminharem juntos. Para piorar essas pessoas ainda classificam de imaturas outras que acreditam na pequena dose do incomum.
Costumam dizer que o romantismo não acontece na vida real, que se tiver romance o sentimento é imaturo e que na realidade o amor só pode acontecer se estiver oposto ao romantismo.
Amor não tem jeito de ser, não tem forma de acontecer e muito menos obrigação de ser uma coisa ou outra. Então, se ele não tem obrigação de suprir o pensamento ilusório do romântico exagerado, também não tem obrigação de suprir o que um cético amargurado pensa dele.
É verdadeiro porque é questão de se sentir, de se viver, de existir e não de se classificar como deve ou não ser.
Só é bonito se for realista? O que é realista para você? Realista pra mim é tudo o que pode acontecer no dia a dia. Então realista pode ser uma 'porrada de coisas' e inclusive ter uma dose do incomum e de 'coincidências' inacreditáveis que fazem uma história acontecer.
Se você está na linha daqueles que acham que acreditar nisso é imaturo, irreal e só consegue ver uma realidade para o amor acontecer, só imagino o quanto amargurado deve se sentir, penso que quase nada você soube retirar de suas experiências amorosas.
Não é porque você ainda não viveu que é imaturo, irreal e inexistente.
Amor não tem obrigação de ser de um jeito ou de outro, ele apenas existe e pode se mostrar em diversos contextos cotidianos.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
domingo, 18 de agosto de 2013
Acho muito difícil eu me expressar verdadeiramente com palavras, difícil abordar todos os pontos únicos do que quero realmente dizer. Meus pensamentos são vastos, sentimentos enormes, contradições marcantes e ideias mirabolantes fazem eu me sentir única. Eu diria até que é impossível me conhecer sem que você se dedique realmente a isso.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Se você se sentir estranho, diferente, meio maluco, sensitivo, sonhador demais, idiota, bobo demais... Comemore! Sim, comemore, apesar de tudo isso não fazer nada bem e lhe deixar vulnerável demais. Tenha pelo menos uma certeza, pode ser ruim para o mundo mas nossa alma não foi feita pra viver no mundo e quanto mais distante da realidade você estiver mais próximo da eternidade você estará.
Um dia você terá todas as respostas. Nada é por acaso.
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